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Pague prestações altas! Mas para você mesmo.

  • Aline Lara
  • 9 de set. de 2016
  • 3 min de leitura

Atualizado: 19 de jan. de 2022

Quantos meses você gostaria que faltasse para acabar aquelas prestações do seu carro? E as parcelas da sua casa? E as do cartão de crédito que você pagou parcelado? Está com uma sensação de que os 12, 36, 360 meses nunca acabam? Não é a toa. As parcelas assumidas em financiamentos de carros, motos, imóveis, crédito pessoal e cartão de crédito consomem uma parte importante da renda das famílias brasileiras. Em muitos casos elas ultrapassam os 30% estipulados como saudáveis financeiramente. Não é por acaso que hoje há 64 milhões de inadimplentes no Brasil. Eu disse inadimplentes, não endividados.


É geralmente nestes momentos em que os empregos estão ameaçados - por consequência, a nossa capacidade de honrar nossas dívidas também - que pensamos de uma forma mais racional “por que assumi esta parcela?”, “será que precisava mesmo desse bem?”, “será que dei um passo maior do que a perna?”, “será que não teria sido melhor esperar um pouco mais para comprar o carro, a casa, a moto, etc?”.


Pois bem, eu quero te convidar a refletir sobre isso agora. Vou te dar uma informação: se você tiver o hábito de pagar as parcelas para você mesmo, isto é, investir o valor que você pagaria como parcela, você precisaria de muitos meses a menos para comprar o mesmo bem! Mas muuuuuitos meses a menos. Vou te dar um exemplo:


Imagine que você quer comprar um carro que custa R$ 50.000. A concessionária pede 50% de entrada e parcela o valor restante em 36 meses, com juros de 1,2% ao mês (Custo Efetivo Total, que já considera taxa de abertura de crédito, custos administrativos, etc).


Valor do bem à vista:

50.000,00


Entrada:

50%


Juros ao mês (CET):

1,20%


Meses para financiamento:

36


Valor da parcela:

-R$ 859,31


Como você pode observar, você deverá pagar 36 parcelas mensais de R$ 859,31, além da entrada de R$ 25.000,00.


Assumindo que você já tem em mãos o valor da entrada, sabe quantos meses você precisará pagar a mesma prestação mensalmente para você mesmo para comprar o mesmo carro?

Apenas 20 meses. São 16 meses a menos do que a concessionária te cobra. São 16 meses que você poderia utilizar os R$ 859,31 para comprar outras coisas importantes para a sua família.


Neste exemplo, considerei os juros da sua aplicação financeira iguais aos juros cobrados pela concessionária, ou seja, 1,20% ao mês. Você pode questionar, pois os juros das aplicações financeiras sem risco são mais baixos. E é verdade! Vamos considerar então que você invista os R$ 25.000 que você tem para pagar a entrada e os R$ 859,31 mensais em uma LFT, título do Tesouro Nacional de mais baixo risco, que hoje está rendendo aproximadamente 1,00% ao mês. Pois bem, neste caso, você precisaria pagar as prestações para você mesmo por 21 meses, apenas um mês a mais que na opção anterior.


Na planilha anexa você fazer diversas simulações de valores, taxas, entradas.

(Veja a planilha anexa)


Observe que, mesmo se você conseguir pagar juros iguais aos da sua aplicação financeira (o que é raro; geralmente os juros cobrados são muito maiores), ainda assim você acaba pagando muitos meses a mais para a concessionária. Isso se deve apenas ao fato de que quando você paga as prestações para você mesmo, melhor dizendo, você poupa mensalmente o valor que pagaria de parcela, você tem os juros trabalhando a seu favor, para fazer crescer o seu patrimônio; quando você paga juros em financiamentos e empréstimos, os juros estão contra você.


Te digo mais. Se você pagar os R$ 859,31 para você mesmo pelos 36 meses cobrados pela concessionária, sabe qual carro você conseguirá comprar? Um carro de R$ 73.155,59. Isso com juros de 1,00% ao mês, menor do que o da concessionária.


Portanto, eu te convido a pensar se vale a pena se planejar financeiramente antes de adquirir um bem e assumir um financiamento. Se você tiver o hábito de listar e precificar seus projetos de vida, sejam eles representados por um carro, um apartamento, uma viagem, um curso, etc, você pode começar a juntar o dinheiro (pagando as prestações para você mesmo) antes que ele se faça tão indispensável a ponto de você não ver outra alternativa do que pagar uma entrada e assumir prestações que parecem sumir de vista e do seu bolso. O Planejamento Financeiro Pessoal engloba isso, além da organização do seu fluxo de caixa, da avaliação do seu patrimônio, das suas aplicações financeiras, dentre outros. Agende sua Clínica Financeira e não deixe escapar mais um mês sequer!

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